16/06/08

Parte II - A Paixão


A historia da paquera no café poderia ter acabado ali mesmo se não fosse o Sr. Destino a aprontar uma das suas.

No mesmo dia aquela tal loira foi à casa de uma amiga que era dele amiga também e quando a anfitriã mostrou umas fotos adivinha quem a loira viu? Ele mesmo!

Na mesma noite a amiga em comum telefonou-lhe contando às novidades que só veio a confirmar à hipótese da paquera.

A semana passou e às vezes ele ainda se lembrava da loira do sábado. Que loira linda! Quanta elegância! Que olhar penetrante!

Quando chegou domingo, aquela amiga que também era amiga dela lhe ligou convidando para ir ao mesmo café com a mesma loira.

Quando ele chegou ao local combinado se sentiu tímido como naquele sábado de manha.
Sentou-se em uma mesa com varias amigas delas. Conversaram pouco. O lugar estava cheio nessa hora e eles tinham que dar atenção às outras pessoas também.

A amiga como um bom cupido sugeriu que continuassem o bate-papo em sua casa e assim fizeram. Chegando lá, com o clima mais intimo, ele já ficou sem nenhuma timidez e até um pouco assanhado. Os dois conversaram muito, foi como se fossem velhos conhecidos e em alguns momentos chegaram a se tocar e a cada toque ele sentia um arrepio e então começou a ficar excitado. Quase não se agüentava. Sua vontade era de abraçá-la naquela mesma hora e teve que se segurar para que isso não acontecesse.

Foi embora com dor no coração de deixar a sua loira sem antes sentir o sabor da sua boca.
Antes de dormir ficou pensando muito nela e que precisava vê-la o mais rápido possível.
Marcaram então um encontro em uma noite na sua casa e momentos antes de sua chegada ficou nervoso como um adolescente em seu primeiro encontro. O que ele falaria? O que faria? A ansiedade acabou assim que ela chegou. Ao primeiro toque foi como se encostasse o fogo na gasolina. Assim como uma Ferrari, foram de 0 a 100km/h em 5 segundos.
Ele já não se lembrava qual foi a ultima vez que se sentiu tão bem assim
.
Encontrou-se com ela outras vezes e para ele foi tudo perfeito também.
Ela encantou-lhe e o comoveu-o com suas historias e assim ele passou a admirá-la cada vez mais. Às vezes sentia até que a amava.

Ele ficava muito preocupado com ela se em um dia não recebia sua ligação. Já pensava que algo de ruim podia ter acontecido a ela ou a alguém de sua família. Coisa comum quando se ama. Sentia também ciúmes quando um outro homem qualquer ficava de conversa fiada com ela. Infelizmente também é comum quando se ama.

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