19/01/09

Ser Como Nazistas


Há pouco tempo atrás enquanto o STF discutia a legitimidade de pesquisas de embriões humanos vivos para a pesquisa de células-tronco embrionárias, toda a sociedade também entrou em debate nas rodas formadas em cafés pela cidade.

Eu desde o início me posicionei contra tais experiências. Quando tento imaginar um cientista fazendo esse tipo de pesquisa a cena que me vem à cabeça é a do cientista nazista Dr. Menguele.

Nas rodas de conversa sobre esse assunto de que participei, eu sempre era o único a ser contra tais pesquisas e as pessoas por algumas vezes me faziam sentir um pouco culpado por essa minha opinião e diziam: -E se fosse alguém da sua família que estivesse em uma cadeira de rodas e precisasse dessas células-tronco?

As pessoas me olhavam como se o monstro fosse eu que preferia deixar uma pessoa em uma cadeira de rodas só para não matar uma coisinha que nem conseguimos ver que é um embrião humano, mas na minha cabeça isso não se processa dessa forma. Eu penso que um embrião é uma vida e uma pessoa em uma cadeira de rodas é uma vida também. Sendo assim como posso sacrificar uma vida pelo bem estar de outra? Não posso! Ou melhor. Não podemos!

A principio o meu único argumento era religioso em que aprendi que só Deus tem o direito de tirar a vida, mas como as pessoas estão a cada dia menos religiosas esse meu argumento não estava convencendo muita gente e então busquei um argumento jurídico.

A Constituição declara em seu artigo 5 que o direito a vida é inviolável. No artigo 2 do Código Civil impõe que todos os direitos do nascituro são garantidos desde a concepção. A vida começa então na concepção e sendo essa vida protegida por lei.

Se o leitor ainda estiver céptico e quiser um motivo cientifico eu lhe darei não apenas um, mas cinco motivos.

Primeiro que o cientista Jonathan Knitht descobriu que no caso da utilização de células de embriões congelados ha mais de 3 anos existe uma grande possibilidade de rejeição.

Segundo que Allegrucci e colegas afirmam que tais células-embrionarias estão longe de ser “a mais perfeita fonte de células para terapias”, pois originam teratonas (tumores de caráter embrionário).

Terceiro, em uma terapia de transplante de células-tronco haveria a necessidade de sacrificar de 300.000 a 400.000 embriões frescos.

Quarto, Andrews e Thomson descobriram que tais células apresentam anormalidades cromossômicas à medida que se diferenciam, com o risco de malignizarem.

Quinto, “Célula adulta age como embrionária” de acordo com o cientista Rudolf Jaenisch (EUA). O segredo esta em uma “chave” molecular: o gene Oct-4.

Poderia encher varias paginas dando motivos científicos para não sacrificarem embriões para pesquisa, mas prefiro encerrar esse texto com um ultimo motivo ético e moral.

Não vamos ser como os nazistas que usavam e eliminavam seres humanos como cobaias e ao invés disso vamos concentrar os estudos nas células-troncos do próprio paciente e nas do cordão umbilical.

* Alguns dados tirados de textos de Ives Gandra Martins.

3 comentários:

KAROLLINNI disse...

Penso como vc!
Bjus

_TaTHa_ disse...

JU!!!!
Saudade de vc...
Muito bom seu texto. Tema bem polêmico.
Desenvolvimento e argumentação top também, hein.
Não sabia que havia esse "problemas" de incompatibilidade. Mas o cordão umbilical é menor a taxe de rejeição, né.
AFF! Muito recente tudo isso... ainda longos anos de estudo.
Bjo
=)

_TaTHa_ disse...

JU!!!!
Saudade de vc...
Muito bom seu texto. Tema bem polêmico.
Desenvolvimento e argumentação top também, hein.
Não sabia que havia esse "problemas" de incompatibilidade. Mas o cordão umbilical é menor a taxe de rejeição, né.
AFF! Muito recente tudo isso... ainda longos anos de estudo.
Bjo
=)